Sociedade Conectada, Sociedade Dispersa
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| Sociedade Conectada (quintalvirtual.blog, 2008) |
Quem não se
recorda das conversas no portão de casa, das brincadeiras de rua, de toda
aquela molecada correndo e gritando. Velhos tempos esses, onde as pessoas
tinham interação, porém pessoalmente. Sem falar das famosas cartas, escritas à
mão, que trocávamos com nossos amigos e parentes. Até mesmo dentro do
transporte coletivo, onde presenciávamos intermináveis conversas.
Hoje as coisas
mudaram, com a evolução tecnológica temos acesso, em um único dia, a mesma
quantidade de informações que nossos pais tinham em um ano. Atualmente as
conversas entre amigos, que antes aconteciam na frente das casas ou em diversos
locais, definidos como point de
encontro, acontecem por meios eletrônicos como chats, bate-papos, redes sociais
entre outros.
Nos dias atuais, cerca de 80% da população do mundo possui no
mínimo um aparelho de telefone móvel de uso individual, mantendo-se conectado
24h por dia. Pare um pouco e pense, quanto tempo faz que você foi em uma
locadora de filmes, sorveteria, park de diversões ou se reuniu na casa de um
amigo para fazer um trabalho acadêmico? Com as facilidades de acesso a internet
e os inúmeros títulos disponíveis e diversos meios de pesquisa existentes na
rede e o acesso facilitado a TV por assinatura, não temos o menor trabalho ou
vontade de sair do aconchego de nossos lares, pois temos tudo ao alcance de um
clique. Apesar desta distância entre as pessoas, não há só desvantagens, esta
tecnologia nos trouxe algumas vantagens como, por exemplo, falar com algum
familiar ou amigo que mora em outra localidade.
Portanto
concluímos que a tecnologia é um mal necessário, pois ao mesmo tempo em que
distancia as pessoas mais próximas, nos aproxima das pessoas distantes.

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