quarta-feira, 25 de abril de 2012

Sociedade Conectada, Sociedade Dispersa


Sociedade Conectada (quintalvirtual.blog, 2008)
Quem não se recorda das conversas no portão de casa, das brincadeiras de rua, de toda aquela molecada correndo e gritando. Velhos tempos esses, onde as pessoas tinham interação, porém pessoalmente. Sem falar das famosas cartas, escritas à mão, que trocávamos com nossos amigos e parentes. Até mesmo dentro do transporte coletivo, onde presenciávamos intermináveis conversas.

Hoje as coisas mudaram, com a evolução tecnológica temos acesso, em um único dia, a mesma quantidade de informações que nossos pais tinham em um ano. Atualmente as conversas entre amigos, que antes aconteciam na frente das casas ou em diversos locais, definidos como point de encontro, acontecem por meios eletrônicos como chats, bate-papos, redes sociais entre outros.

 Nos dias atuais, cerca de 80% da população do mundo possui no mínimo um aparelho de telefone móvel de uso individual, mantendo-se conectado 24h por dia. Pare um pouco e pense, quanto tempo faz que você foi em uma locadora de filmes, sorveteria, park de diversões ou se reuniu na casa de um amigo para fazer um trabalho acadêmico? Com as facilidades de acesso a internet e os inúmeros títulos disponíveis e diversos meios de pesquisa existentes na rede e o acesso facilitado a TV por assinatura, não temos o menor trabalho ou vontade de sair do aconchego de nossos lares, pois temos tudo ao alcance de um clique. Apesar desta distância entre as pessoas, não há só desvantagens, esta tecnologia nos trouxe algumas vantagens como, por exemplo, falar com algum familiar ou amigo que mora em outra localidade.
Portanto concluímos que a tecnologia é um mal necessário, pois ao mesmo tempo em que distancia as pessoas mais próximas, nos aproxima das pessoas distantes.








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